E setembro já caminha para o fim. Quente de verão, seco e com muita poeira. E ainda nem é primavera. No horizonte, Escorpião já descamba inteiro para os lados do poente e suas estrelas somem antes mesmo da noite acabar de chegar.

Sinais do fim do ano que vem vindo, logo, logo. E a vida continua sem maiores sustos, que a gente vai se acostumando com tudo. A violência do cotidiano, os sequestros, os rombos e roubos, a loucura do trânsito, todo dia na telinha da TV. A morte agora ronda os estádios de futebol. Ali, também, morrem os jovens. As chacinas de São Paulo, matam pelo poder, na guerra da cocaína. E fica tudo do mesmo tamanho.

Igual só a guerra na Bósnia, onde a ONU está cada vez mais perdida que nem cego em tiroteio. Os palestinos continuam fustigando Israel. Em Itabira, a polícia prende um bando de corruptores de menores, uns “respeitáveis” coroas. Vamos ver no que vai dar, se a justiça cuida deles.

Na política, as alianças estão sendo costuradas, na surdina, pois ninguém é bobo de abrir o jogo. Melhor dizendo, ninguém é “coió”. É isto aí mesmo, “coió”. Se não vai virar a maior “tubaca”. É boi ou? Alguém sabe o que isto quer dizer? Se souber, pode ligar para o Marcos na Pontal, que eu agradeço.

Agora, no sério mesmo, estão falando que a inflação de setembro vai dar pouco mais que zero. Só que tem muita coisa que também está próximo de zero e ninguém fala, né? Por isto, abram bem os olhos e afinem os ouvidos para tentar entender o que vem vindo por aí, que não é só o Natal e as festas de fim de ano…

Um abraço e até a próxima.

Crônica de setembro de 1995