Desculpem-me aqueles que não gostaram da crônica sobre o Atlético Mineiro, era seu direito discordar. Mas eu, particularmente, continuo achando que o Atlético continua sendo o melhor time do Brasil. Sem exagero. Saudações atleticanas.

Pois é, gente, mudando de pau pra cavaco, estive pensando que o Brasil, realmente, não passa um bom momento. As coisas vão mesmo mal. Vejam bem, primeiro foi o Mamonas Assassinas que, em circunstâncias trágicas, se tornou notícia por quase dois meses. A imprensa viu na tragédia uma chance de faturar alto e não perdoou. Até hoje está vasculhando a vida dos pobres rapazes. Se tem o retratinho de um deles de bebê, lá vai a Manchete publicar uma edição extra. E vende tudo.

Tudo bem, só acho que extrapolaram, superestimaram um conjunto musical que nem era tão bom assim. Aliás, para mim, era coisa que não duraria um ano, se tanto. Seu estilo gozativo, as letras das músicas meio chegadas ao pornô, não dariam para ir muito longe. Só que a mídia nunca mostrou este lado, só quer explorar, sugar ao máximo o trágico fim do conjunto.

Nossa imprensa, em geral, não filtra nada. Não ensina o leitor a usar seu senso crítico, a analisar com critérios os fatos. Não, isto não lhe convém. Prefere só enxergar o lado comercial, pouco importa o leitor, este ingênuo e iludido que embarca nas notícias superficiais, chora e diz: “Me engana que eu gosto.”

Foram-se os Mamonas Assassinas e agora surge outro “herói”, fabricado pela mídia insensata. Leonardo Pareja, um delinquente, um condenado, passa a ser a maior notícia do país. Dá entrevistas exclusivas, como se fosse chefe de estado. Vira capa de revista e fica cada dia mais famoso. Logo, logo, vai escrever um livro e se candidatar a deputado e está eleito. Pobre Brasil, já tão avacalhado e ainda tem de aguentar o culto aos Mamonas Assassinas e o estranho prestígio de um criminoso. Estes são os nossos heróis…

Um abraço e até a próxima.