Marcos, você não vai ficar sem a sua crônica. Não sei se chegará aos ouvidos da Inglaterra, da ilha de Albion, a velha e sempre respeitada senhora dos mares. Acordamos, eu e o mundo, com a imponência do funeral de uma princesa. Na mais legítima tradição da Idade Média inglesa. O mundo, no limiar do século XXI, revive o tempo dos reis, príncipes e castelos. Diana se vai, enfim, para sua última morada.

Nunca mais o mundo verá os olhos verdes (ou seriam azuis?) de sua última princesa. Até sua morte, brutal, reviveu as tragédias shakesperianas. Diana morreu longe de casa, nos braços do amante, um egípcio, da terra de Cleópatra, também famosa por seus amores trágicos.

Diana, agora, já é nome de estrela, cravada no alto céu, um ponto de luz no universo, ela que, na Terra, já carregava uma luminosidade toda especial. Só não consigo compreender como é que o príncipe Charles deu tanta bobeira e perdeu Diana. Nem seus castelos, nem seus guardas reais deram conta de prendê-la, porque Diana era do mundo. Adeus, Diana. Descanse em paz.

Um abraço e até a próxima.

Crônica de setembro de 1997