O tema volta às manchetes: a redução do número de vereadores na Câmara de Itabira. Ainda bem, ótimo. Coube à Igreja, agora, detonar o processo, com listas de assinaturas para chegar a um projeto popular, pois é claro que nenhum vereador iria ter esta iniciativa, ruim para eles, boa para o município sob todos os aspectos. O que eu espero é que outras entidades venham a engrossar a campanha, principalmente a nossa Ordem dos Advogados.

Na verdade, esta história começou em 1997, quando a Câmara propôs a revisão da Lei Orgânica do Município. Deu a maior divulgação, convocou as forças vivas da comunidade itabirana, mas, quando surgiu dentre as várias propostas a da redução do número de vereadores, o projeto foi simplesmente engavetado sem maiores explicações, ou melhor, sem justificativas acreditáveis.

Mas acontece que a redução é inevitável, primeiro porque não há nada que convença que a população de Itabira precise de 19 vereadores para ter uma Câmara eficiente, até pelo contrário. Nós estamos quase atingindo o limite constitucional de 21 vereadores, quando não precisaríamos de mais do que nove ou onze vereadores, levando em conta a população do município. Ou nove ou treze, tudo bem, 19 jamais.

Em segundo lugar, além da economia que a redução vai trazer, em Itabira, principalmente, o ditado que diz que um número maior de cabeças pensa melhor não funciona, aqui é exatamente o contrário. Enfim, em tudo por tudo, é urgente a redução, sem falar que não temos nem mais como recuperar o que já foi gasto com este exagero de 19 vereadores.

Melhor do que isto, entretanto, é a campanha nacional que começa o Dr. Olavo Drummond, ex-ministro do Tribunal de Contas da União e atual prefeito de Araxá, de acabar com a remuneração de vereadores, para restaurar o princípio da dignidade. E ele tem toda a razão. Vocês se lembram de quando o vereador não era remunerado, quando trabalhava por amor à camisa e exercia a sua função com muito mais dignidade. Agora, com raras exceções, o que está acima de tudo é o interesse pessoal, o bolso fala mais alto. Pelo amor de Deus, pra mim chega, vou parando por aqui.

Um abraço e até a próxima.