Vindo dos confins do universo, de fronteiras sequer imagináveis, quatro mil e tantos anos depois* de sua última visita, lá vem o Hale-Bopp, com a sua cauda brilhante de mais de oitenta milhões de quilômetros.

Um dos espetáculos do universo, a grandeza, a sensação do infinito, quase inconcebível para nós. Nem mesmo conseguimos imaginar, sequer estabelecer uma noção aproximada do limite do universo, se é que existe um limite. A ciência diz que sim.

E quem disse que temos tempo de pensar nisto, com tantos problemas aqui no chão? Mas, de vez em quando, a visita de um cometa como que nos obriga a cogitar coisas, que estão bem acima de nossas cabeças, mas além das nossas acanhadas fronteiras humanas.

Nestes momentos, se a imaginação correr solta, teremos, então, a exata noção de que ainda não sabemos nada, ou quase nada sobre a eterna e enigmática questão do de onde viemos e para onde vamos. Por hoje é só…

Um abraço e até a próxima.

* Na verdade, o período orbital do cometa é de 2537 a 2533 anos.