Confesso a vocês que relutei muito em falar sobre o assunto de hoje. E isto porque acho que é uma coisa muito pessoal, que só interessaria a mim e não via sentido em levá-lo ao ar, fazer dele tema de minha crônica. Bem sei que o Gabiroba já estava esperando por ele, já havia até me cobrado, dias atrás. “Ô, Sérgio. Achei que você fosse fazer uma crônica sobre nossa aposentadoria na Prefeitura”. Aí, eu pensei comigo e respondi ao Marcos: “Espere aí, me dá um tempo, deixa eu me acostumar com a ideia, deixa eu sentir a sensação primeiro.”

Pois é, o tempo vai rolando e já se passou um mês que deixamos a prefeitura, que deixamos a nossa Procuradoria Jurídica. Ainda é pouco para nós que trabalhamos mais de vinte anos, o Gabiroba quase trinta, e tantos outros companheiros que saíram junto com a gente. Fechamos mais um ciclo no caminho de nossas vidas.

E quando se fala disto, é inevitável uma certa nostalgia, não tem como escapar das recordações, afinal, foi uma existência vivida nas lides municipais, desde o tempo do prédio onde é hoje o museu, passando pelo antigo hospital, na rua Major Lage, pelo prédio lá no alto do Pará e, finalmente, no Paço Municipal, construído no governo do José Maurício. Lá estávamos nós, os advogados da Prefeitura Municipal de Itabira.

Passou o tempo, passaram as pessoas, ficaram as coisas. E nossos pareceres ficarão? Por mim, sem falsa modéstia, me atrevo a dizer que marcamos nosso lugar e ouso acreditar que seremos lembrados, pois, foi, acima de tudo, um bom tempo.

Um abraço e até a próxima!