Vejam vocês como são as coisas. Não é nenhuma novidade que a grande maioria de nossos bancos vêm se alimentando, anos e anos a custa da inflação. Sempre foi a mesma cantiga, tudo ia mal para todo mundo, os bancos sempre iam bem, só levando vantagem. É claro que alguns poucos se deram mal, foram as exceções. A regra geral é o lucro alto, e o povo, escorchando nos juros, o povo sempre pra baixo.

Agora, com o Plano Real, os índices de inflação estão se mantendo em níveis baixinhos, sob controle. É claro que o sucesso de um plano econômico depende da firmeza dos governantes. Muitos interesses, altos interesses, têm que ser contrariados, inclusive a política salarial desafia melhores soluções. Mas, sem cumprir estas etapas, sem sacrifícios (ah! o sacrifício do povo), não se chega a lugar nenhum.

Assim é que o fim da “ciranda” financeira, alimentada pela inflação que estimulava o sistema bancário especulativo, decretou o fim dos maus gerenciadores do dinheiro. E aí estoura o Econômico, com um rombo de mais de dois bilhões de reais. E quem paga a conta? O furibundo Antônio Carlos Magalhães queria que nós pagássemos. Logo eu, que nem sou baiano. Eles que se virem. Mandem os diretores repor o dinheiro que sacaram. Não pode é dar moleza para esse pessoal, de jeito nenhum. É bom o Fernando Henrique não vacilar, tem é que sair no cacete com eles, na porrada

Tudo isto leva a gente a pensar na situação dos clientes do Econômico que tinham todo o seu dinheiro depositado no banco. Que sufoco! Talvez não tenham nem como botar comida em casa. E aí a gente pensa como as vezes é arriscado, nestas horas, deixar dinheiro no banco. De repente, vai tudo para o brejo. Não é para criar pânico, mas costumo pensar muito naquela velha receita de guardar dinheiro no cofre lá de casa. Só que não tenho o cofre e nem dinheiro. Quem tiver, acho bom guardar no colchão, melhor do que com o Angelo Calmão.

Um abraço e até a próxima.