cronica_semana_68_perfil_facebookA televisão dá a notícia da morte do ex-presidente Geisel. Várias pessoas são entrevistadas e falam da figura do morto. A maioria dos entrevistados, como não podia deixar de ser, políticos. José Sarney, Marco Maciel, o empresário Roberto Marinho, et caterva. Como era de se esperar, elogios e mais elogios à figura do general. Nestas horas a gente se lembra de como foram duros aqueles anos do regime militar e quanta gente sofreu, apenas porque resistia ao regime. Mesmo agora, quem está elogiando o Geisel, estes que ainda continuam no poder, falam a mesma língua dúbia, enganadora, esquecendo-se de que os tempos são outros. Até quando, meu Deus, abusarão de nossa paciência? Até quando teremos que aguentar o bigodudo, o cotonete e periferia?

Mudando de rumo, não posso deixar de falar do nosso glorioso Clube Atlético Mineiro. Como é que um clube grande como o Atlético, de tradição no cenário esportivo nacional pode chegar ao ponto que chegou? Só existe uma resposta. Culpa de seus administradores, única e exclusivamente. Nunca se viu tanta gente incompetente desmandando num clube. Desde o tempo em que o Afonso Paulino foi presidente que o Atlético começou a ir pro brejo e está afundando cada vez mais. É uma vergonha o que está acontecendo agora. Outro presidente, mais incompetente ainda, coisa que parecia impossível, um tal de Paulo Cury, está tentando liquidar de vez com o Atlético. Este episódio dele com o Ronaldo mostra a sua completa e total incompetência para ser presidente de qualquer coisa, muito menos de um Atlético Mineiro.  Parece não, tenho certeza de que existe um complô dos inimigos para acabar com o time do Galo e são eles que colocam lá estas tristes figuras de “presidentes”. Só pode ser isto. Fico pensando se já não está passando da hora da torcida invadir a sede do clube, pegar aquele presidente ridículo pelo colarinho e jogar pela janela. Garanto que ia dar certo…

Da política, para finalizar. Promessas de candidatos a vereador que circulam por aí: um diz que vai construir um autódromo em Itabira e um campo de pouso para pequenas aeronaves. Que chique, meu Deus! Quem diria, pequenas aeronaves. Outro promete uma fundação de amparo ao estudante. Falo para o meu filho, que é estudante, e que viu a carta do tal candidato: essa promessa está igual a da universidade, não dá mais para acreditar.

Um abraço e até a próxima.

Crônica de setembro de 1996