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Estava eu outro dia vendo na TV a posse do presidente Bush, 43º presidente dos Estados Unidos da América do Norte.

Todo aquele aparato, limousines blindadas, cada segurança do tamanho de um armário. Caía uma chuva fininha em Washington e parece que fazia muito frio. Aí eu comecei a pensar o que deveria estar se passando na cabeça do Bush enquanto ele caminhava ao lado da mulher, desfilando a pé pela Avenida Pensilvânia.

“Sou o homem mais poderoso do mundo.”

Tamanho poder, ao mesmo tempo que o enchia de orgulho e satisfação, também lhe provocava um frio na barriga, pela imensa responsabilidade que iria assumir.

Claro que estou admitindo, em tese, que o presidente dos Estados Unidos tem de ser uma pessoa consciente e não um bobão fascinado pelo poder. Os fascinados pelo poder em geral não sentem nem um pouco daquele frio na barriga. O fascínio do poder, o poder só pelo poder lhes tira a visão da realidade. Ficam tão deslumbrados que só olham o próprio umbigo. E dizem, sou poderoso. Quem diria que o nosso FHC, um sociólogo, um ex-exilado, se revelaria um fascinado pelo poder? Quem diria? Por isto, gente, muito cuidado com o poder, ele pode conduzir a caminhos inesperados.

Mais outra, agora que vejo os jornais nesta ensolarada sexta-feira, me integrando ao espaço físico e espiritual em Itabira, para não esquecer que não devemos, não podemos, não queremos continuar com 19 vereadores na Câmara Municipal e que já é tempo de parar de brincar com tantas coisas sérias.

Já é tempo de parar de brincar e tolerar a atrevida e desafiante poluição sonora que inferniza nosso dia a dia. Aliás, é com satisfação e esperança que revejo no Diário de Itabira, referida pelo Marcos Gabiroba e no Passarela, pelo Dalton Costa, trechos de uma crônica que escrevi sobre o assunto. Como até hoje nada se fez, com certeza, ficamos mais surdos e nossa qualidade de vida piorou mais um pouco.

A propósito disto tudo me vem a lembrança o nome de um livro que me chamava a atenção na biblioteca de meu pai, “Brasil, o país do Carnaval.” Nunca li aquele livro, mas a vida vai me confirmando o seu nome.

Até a próxima.

Crônica de janeiro de 2001