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De volta, com alegria e esperança no novo ano que se inicia. Nosso amigo Marcos Gabiroba quase pensou que eu tinha encerrado minhas crônicas. Ainda não, foi só uma pausa, para as férias e para repensar as coisas. Aquilo que a gente sempre faz ou deve fazer no fim e no início de cada ano.

Dar um tempo, olhar em volta e para dentro, deixar se levar igual folha solta ao vento, ao sabor da tormenta ou da calmaria. Quem sabe? E daí, aqui estamos à espera de novas emoções que certamente já estão acontecendo, principalmente na área política, mesmo porque este mês de janeiro é meio vazio de coisas. Todo mundo viaja, a cidade fica quase parada. Por conta da área política na cidade, o centro das atenções de todos nós.

E aí, depois de muita especulação, vai se sabendo quem é quem na equipe do novo prefeito. Surpresas, sim, tive algumas. Boas, umas, outras, nem tanto. No geral, o realce nitidamente político no critério da escolha, certo, aliás, para um governo de coalizão. Ouvi críticas, algumas eu endosso, com a ressalva de serem algo prematuras, reconheço. Mesmo assim, concordo em gênero, grau e número, com um colunista local quando disse que o Jackson e Zé Maurício têm mostrado muita habilidade e competência política. Agora, tem uma coisa, todo mundo sabe que início de governo, ainda mais quando há mudança de partido, é complicado. Ainda mais com uma herança de R$ 16 milhões para pagar.

Até que tem muito assunto para esta crônica ir até bem longe. Mas, vou por etapas, deixar um pouco para a próxima, porque o mês de janeiro, como já falei, é meio devagar.

Para finalizar, estou me lembrando de uma situação que tem de ser resolvida, com urgência. Acabaram com a praça Silvério Faustino, ali perto da EEMZA e construíram em seu lugar o ginásio poliesportivo. Muito bem. Mas estou sabendo que a viúva do Silvério, a Caetana, nossa amiga de longos anos (os velhos tempos da casa de tia Maricota), está amargurada. Isto não pode ficar assim. É uma falta de respeito à memória do velho Silvério que encantou gerações nos bailes do Clube Atlético Itabirano. Agora mesmo, bem longe, ainda posso escutar o som de seu clarinete ecoando na noite itabirana. Arranjem outra praça para por seu nome, que nós temos de homenagear é gente de Itabira e deixar desta mania de dar nome de praça, rua e conjunto habitacional a quem nunca fez nada pela cidade. Chega!

Um abraço e até a próxima.

Crônica de janeiro de 1997