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Vamos lá, para a saideira de 1994. Hora do balanço do que foi o ano para cada um de nós. Pendurar uma placa, igual nas portas das lojas, dizendo: fechado para balanço. Hora do exame de consciência, da verdade, enfim, de conferir o que ficou de saldo. Hora e tempo de novos propósitos, novas promessas, novas esperanças no ano que chega.

É bom parar para pensar o que foi o projeto de 1994 e o que foi realizado, o que se deixou de fazer e porque. Não custa nada partir para novos projetos em 1995, renovar forças e acreditar que ainda é possível ser feliz. Pensando bem, 1994 até que não foi um ano ruim, como já disse antes. Na balança da vida, acho até que valeu. Claro que houve perdas enormes, irreparáveis, mas quem não perde? Só acho que os ganhos foram significativos, prometedores…

Ganhamos uma nova face, todos nós. Depois de tanta frustração, muita mesmo, desde o tempo das Diretas Já, passando pela morte de Tancredo Neves e chegando, por último, ao Fernando Collor, surge a luz no fim do túnel do Plano Real e da eleição do Fernando Henrique, graças a Deus. Não digam que isto é bobagem, que é filme que já passou, de tantos planos que tivemos e tudo foi pro brejo. Não, não é a mesma coisa. Tanto não é que o nosso comportamento vem se modificando, não bruscamente, como em outros tempos, mas no dia a dia, passo a passo, com os pés na realidade nossa de cada dia. Não tenho dúvidas de que este é o caminho que temos de trilhar. Desta vez vai… tomara…

Enfim, a vida é mesmo assim, nada se consegue sem luta e sofrimento. Cada passo deve ser dado com convicção, para não retroceder. Mas, nenhum medo ou obstáculo deve impedir nossos passos. Não podemos perder mais tempo, ou então nossa geração também estará irremediavelmente à margem dos novos tempos que se anunciam. Acreditar nestas mudanças, em uma vida digna de ser vivida por todos os brasileiros, não é utopia, não é sonho. Ao contrário, é uma crença que depende de cada um de nós levar adiante, é algo que deve sensibilizar as massas, conscientemente, sem a demagogia das promessas impossíveis de serem cumpridas.

Caros amigos, fim de ano e princípio de ano novo são momentos propícios a reflexões como estas. As esperanças pairam no ar. Brasil e Minas de cara nova, novo governo, novas cabeças a pensar, novos rumos a seguir. Que nos sirvam as lições do passado, não tenhamos mais memória curta, mas trabalhemos, com fé e seriedade para o futuro, que não pode mais demorar para todos os brasileiros.

Feliz 1995 para vocês. Um grande abraço.

 

Crônica de dezembro de 1994