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E como deixar de falar no Natal? Sendo assim, vamos falar. Mas só de leve porque deste assunto todo mundo fala e escreve e pode virar lugar comum. Tivesse eu alguma coisa de original para dizer, tudo bem, iria com o maior entusiasmo. Mas, talvez não seja o caso e tudo que disser aqui pode não acrescentar absolutamente nada.

Daí que resolvi, logo de cara, sonhar alguns presentes para Itabira, através das manchetes de seus jornais, vamos a elas:

“Fábrica de automóveis da Mercedes Benz se instala em Itabira”.

“Segunda maior usina de pellets do mundo começa a operar em Itabira”.

“Itabira inaugura, em janeiro de 1996, fábrica de painéis de madeira, com capital brasileiro e japonês.”

“Indústrias coreanas disputam a tapa oportunidade para se instalar em Itabira.”

“Itabira escolhida como sede da região administrativa do Vale do Aço.”

“Delegacia Regional de Ensino sai de Nova Era e vem para Itabira.”

“Itabira ganha universidade federal.”

“Deputados estaduais e federais eleitos por Itabira fazem avaliação de 1995.”

“Nova regulamentação do ICMS vai aumentar em 50% a receita de Itabira, em 1996.”

Como é tempo de Natal, que tal sonharmos um pouco com estes presentes? Mas há uma condição para ganhá-los, obviamente, é acreditar que Papai Noel ainda existe.

Ilusão? Fantasia do cronista? Nem por isto se apagará o brilho da estrela de Belém. Os homens de boa vontade persistirão na busca da paz e da harmonia entre os povos. As luzes coloridas enfeitam as árvores e a vida pára um instante, apenas um instante, para lembrar-nos que as coisas podem mudar, sempre podem, mas depende do trabalho de cada um de nós e de todos nós.

Feliz Natal, Itabira, que seus sonhos se realizem…

Um abraço, minha gente, e um bom Natal!

 

Crônica de dezembro de 1995.