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Vamos à entradeira de 1995. Rápidos, muito rápidos, passam os anos e já nos aproximamos do final do século XX. Já pensaram na festa da passagem para o ano 2000? A virada do século é emocionante, sem dúvida. O que nos aguardará no século XXI? Se avaliarmos a violenta evolução dos últimos 20 anos não dá nem para imaginar o que acontecerá nos próximos cem anos, o primeiro século do terceiro milênio, da Era de Aquário. A era da afirmação da inteligência e da sabedoria, com certeza. Felizes os que vão vivê-la.

Mas, quem sabe nós já poderemos ser felizes desde agora? Quem sabe não teremos que esperar o ano 2000? Ou, pelo menos, já vamos treinando, aprendendo mesmo a ser felizes, pois acho que, depois de tanta desgraça, temos de reaprender a felicidade. As perspectivas são muito boas, vêm na esteira destes novos tempos que estão chegando aí, dos novos governantes, de um novo Brasil.

Basta parar um pouquinho e lembrar do belíssimo discurso de posse do presidente Fernando Henrique. Discurso sério, abordagem clara e propostas concretas de soluções dos problemas gravíssimos que temos. Nada de mirabolante, nada de bombástico, de demagógico também nada, até porque já não já mais clima para os “artistas” e “palhaços”. Nada de tirar coelho da cartola. As coisas são o que são e assim devem ser tratadas. Quem não tem competência não se estabelece.

Por isto mesmo, honra seja feita ao Itamar. É um bom sujeito e teve a sorte de se cercar de gente competente, inclusive o Fernando Henrique. Acertou com o Plano Real e saiu do governo com o prestígio lá em cima. Provou e comprovou que governar é tarefa de cidadãos comuns e não de pretensos “gênios”. A simplicidade mineira e a inteligência fizeram a diferença.

Nós, do povo, sabemos que rumo as coisas vão tomar agora. Temos um presidente sério, inteligente e sensível à gravidade do momento. Ele sabe das coisas e pela sua postura, pelo que disse na sua posse, este país vai entrar nos eixos. Acho que viramos, definitivamente, a página da era da demagogia, dos aventureiros e dos corruptos. Sem dúvida que o presidente tem plena consciência de que nós depositamos nele as esperanças de uma vida melhor, livre da desgraça da inflação, da fome e da miséria.

É uma tarefa árdua e penosa, que só pode ser cumprida com a ajuda de todos nós, solidariamente, com muito trabalho e, principalmente, com a vontade de ter uma vida digna de ser vivida no Brasil. Que Deus nos ajude a consegui-la.

Um abraço e até a próxima.

Crônica de dezembro de 1998