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Dias cinzentos, céu escuro, chuva fina, garoa fria, uma neblina constante dia e noite, desde o último domingo. Quase uma semana sem sol. Depois de tanta seca, tanto calor, enfim os dias chuvosos, molhados, de nuvens baixas cobrindo as serras, tão típicos de Itabira.

É um tempo estranho, de uma certa tristeza na paisagem, que sente a falta do sol. Mas tem um lado gostoso, que vale a pena curtir, que nos torna mais introspectivos, mais íntimos das coisas do dia-a-dia, tão próximas de nós. É como sinto estes dias, cheios de nostalgia, de uma indefinida saudade, que sempre e lá no fundo se associa ao tempo do Natal. Dos bons tempos do Natal.

Das ruas molhadas, das lojas cheias, as festas do fim do ano. Férias, a volta para casa, os presentes. As alegrias, as compras, a ceia do Natal. Tudo fica para sempre em nossa lembrança, em um quadro que não se apaga nunca e que se renova a cada ano, com novos personagens, uns se vão, outros vêm. Bom seria ser a alegria também se repetisse sempre.

Comecei a crônica e não tinha nenhuma intenção de falar do Natal. Mas é o que o clima já começa a pintar de festas do fim de ano e me lembro que há poucos anos vimos a cidade toda ornamentada para o Natal. Toda decorada, com muito bom gosto, criando um visual que encantou a todos. Não sei porque, mas depois daquela vez não mais se cuidou da decoração do Natal. Seria uma boa, se este ano, quem sabe, os comerciantes, a Acita, a Prefeitura e porque não, a CVRD novamente vestissem Itabira com uma decoração que revivesse os antigos Natais. A cidade merece, o povo merece a alegria e a beleza.

Um abraço, meus amigos, e até a próxima, que sobre o Natal ainda volto a escrever, que é coisa que eu ainda curto muito, até hoje.