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Já não era mais bastante o massacre dos sem-terra. Não, a escalada da violência não pode ser interrompida, é preciso cada vez mais. O Brasil e o mundo, todos nós, estarrecidos diante da TV, mais uma vez, presenciamos cenas de violência praticadas por policiais.

No caso, a polícia de São Paulo. Cenas de estupidez indescritível, atos inqualificáveis de quem é pago para dar segurança e garantir a ordem. Pode até ser que as vítimas fossem marginais, creio até que algumas delas seriam. Mas, a covardia, o sadismo dos agressores, homicidas, foi algo que ultrapassou até mesmo os limites da pura violência. Ainda bem que alguém gravou as imagens e o caso se tornou público.

E agora? É a pergunta que está no ar, virá a punição? A justiça será feita, ela que anda tão desacreditada? A verdade é que nós não podemos mais, definitivamente, tolerar estas coisas. Bandalheira, falcatrua, violência, arbítrio, sem-vergonhice, omissão das autoridades. É claro que a gente sabe ser quase impossível acabar com isto, (ou não?), mas não dá para aguentar, não é mais possível suportar o caos em que está se transformando este país. Ninguém sabe onde isto vai parar, ninguém mais terá segurança, se é que ainda temos alguma. São sinais evidentes de um Estado deteriorado, corrupto e desmoralizado.

Pois bem, me bastaria isto para encerrar. Quero que todos vocês, ouvintes desta crônica, pensem bem no que está acontecendo. Não basta desligar a TV e fazer de conta que não é nada, que aconteceu longe, lá em São Paulo. Não, amanhã pode ser com você. Não deixe que o tempo ajude a impunidade. Reaja.

Para finalizar, mesmo, quero deixar registrado um protesto contra o descaso que a Saritur trata seus clientes de Itabira. Anunciou, deu em capa de revista, teve autoridade presente e até padre para benzer os novos ônibus. E não é que vindo de BH, semana passada, lá estava um daqueles caco velhos que a empresa disse que não ia mais rodar. Não deu outra, na Chapada, fedeu a borracha queimada e a viagem acabou ali mesmo. Quem tinha compromisso, quem tinha de chegar no horário, dançou, mais uma vez. Ainda bem que a homenagem que a Câmara de Vereadores ia prestar à Saritur foi recusada, sinal de que ainda tem vereador que pensa.

Um abraço e até a próxima.