cronica_semana_52_perfil_facebookVamos voltar ao assunto, que ele merece e requer. O caso da doação do “Complexo do Areão”. O nome até que ficou bonito, impressiona: “Complexo do Areão”. O assunto virou polêmica, com toda razão. Mas cuidado que tem gente se aproveitando para aparecer. Gente oportunista, sem qualquer vínculo com o sentimento itabirano. Claro, a coisa pode render votos.

A mim, particularmente, pouco me interessa o tal “Grupo dos Sete”. A bandeira não é e nunca foi só deles, como querem mostrar. Não têm sequer, autenticidade, para empunhá-la. A bandeira é nossa, é do povo itabirano e não podemos permitir que ela vá servir para retaliações políticas e propósitos eleitoreiros. É um péssimo caminho.

Itabira sempre cobrou da Vale e pouco conseguiu. Perguntem ao “Grupo dos Sete” se alguma vez já ouviram falar de José Hindemburgo Gonçalves. Garanto que nem sabem que ele foi um itabirano que teve peito de cobrar da Vale a transferência de sua sede para Itabira, como mandavam os estatutos da empresa. Conseguiu? Não, mas mobilizou um bocado de gente. Sem política e políticos.

O movimento para reivindicar a doação do Complexo do Areão tem que ser da comunidade e não pode ser manobrado e aproveitado por políticos e para a política, com p minúsculo, senão vai acabar em pizza, seu destino será o descrédito e o vazio, como tudo em que os políticos se metem.

A cidade tem lideranças capazes de assumir a luta. Elas não podem se omitir, esqueçam as diferenças, os interesses menores, senão Itabira vai perder mais uma vez e com certeza é a última chances antes de 2023. Pois o que mais a Vale pode deixar para nós, antes de dizer, fechando a porta: “O último a sair que apague a luz” ?