cronica_semana_44_perfil_facebookMeus amigos e amigas, chegamos à reta final desta campanha eleitoral. Lembro-me bem do início da campanha, quanta especulação se fazia sobre qual seria o nível da campanha. Havia no ar uma certa expectativa de que o nível baixasse, com ataques e acusações pessoais, retaliações e por aí fora.

No final, em uma rápida avaliação, chega-se à conclusão de que não aconteceu a baixaria que se esperava, pelo menos até agora. Pelo contrário, a campanha se manteve em bom nível. Aliás, foi uma campanha meio morna. Salvaram-se os debates pela TV que até valeram muito para o eleitor avaliar o desempenho dos candidatos, isto para quem teve acesso à TV. Pena que só foram dois debates, ficaram devendo um terceiro, pelo menos.

Na minha opinião, os debates dão o real perfil de um candidato, muito mais do que qualquer comício. Aliás, os comícios já não têm mais o menor sentido político. Transformaram-se em áreas de lazer, de shows, de bebidinhas e tira-gostos. Como instrumento de campanha já não significam mais nada, ao contrário do que acontecia tempos atrás quando ainda dava para avaliar as chances de um candidato pelo volume de público que comparecia nos seus comícios. Hoje, isto é irrelevante, pois todo mundo vai só para curtir o programa. Aí é que o debate é o melhor termômetro da campanha. É onde o candidato se expõe, mostra a sua verdadeira figura, fica quase nu na frente dos eleitores.

Neste ponto tem de ser feita uma crítica aos debates promovidos pela TV Cultura de Itabira. Talvez por falta de experiência ou por medo de perder o controle e a coisa descambar, o mediador não deixava os candidatos se soltarem, qualquer coisa e lá vinha o corte. Tinha mais era de deixá-los se perguntarem, deixar o debate correr para sentir o comportamento de cada um na hora do cara a cara. Garanto que ia sair coisa. Mas fica para a próxima.

Pois bem, são considerações ditadas pelo clima das eleições, que, no fundo, têm uma mensagem para vocês: avaliem, pensem no comportamento de cada candidato e votem, lembrando que Itabira merece e pode ser feliz. Um abraço e até a próxima.

cronica_semana_43_perfil_facebookExistem certos fatos, certas coisas, que a gente toma conhecimento e das quais não se pode deixar de comentar. Ainda nesta semana, a convite do meu amigo e colega Mauro Márcio de Alvarenga, participei de uma reunião do PDT. Logo que cheguei à sede do partido, bem instalado em uma casa do bairro Amazonas, fui recebido com muito carinho pelo Presidente Chiquinho e pelo Prof. Cândido. Pude sentir que, realmente, era bem recebido e o entusiasmo era autêntico, não era só por educação.

Assisti naquela noite de quarta-feira a uma reunião partidária dentro do figurino. Todos os presentes envolvidos em um verdadeiro aprendizado político, em uma troca de ideias constante, sempre dentro de uma linha atuação dinâmica e compreensível para o mais simples e humilde dos que ali se encontravam. Eu, por mim, já tinha notícias deste trabalho sistemático que o PDT vinha fazendo, com seminários, debates, grupos de estudo, etc. Não é daqueles partidos que só se reúne às vésperas das eleições, como a maioria faz. O partido exite o ano inteiro, é uma verdadeira agremiação, atuando diariamente. Estão de parabéns.

Aí, quando voltei para casa, lembrei-me dos velhos tempos do PMDB, onde militei por vários anos. O partido passava o tempo todo sossegado. Era ou não era, Marcos? Só a executiva se reunia com frequência, o diretório em raras ocasiões. Não havia este trabalho sistemático com os filiados. Mas quando chegava a época das eleições, aí sim, as reuniões eram frequentes e os filiados apareciam. Mesmo assim, com esta organização precária, o partido governou Itabira por sucessivos mandatos. Tivesse a organização que vi no PDT, poderia estar no poder até hoje.

Uma coisa leva a outra e política é, principalmente, organização. Vejam a campanha do Li. Não acompanhei de perto, mas sei, de fontes verdadeiras, que a organização foi o fator principal da vitória. E o partido continua organizado. Não basta, apenas, ter um bom candidato, popular, carismático, se o partido não estiver bem estruturado. O exemplo do PDT está aí, fresquinho, para quem quiser seguir, até o nosso confuso PSDB… E não se iludam, eleição não se ganha antes da hora…

Um abraço, minha gente, e até a próxima.

cronica_semana_42_perfil_facebookTerça-feira, 11 de setembro de 2001, 10h20 da manhã, o telefone toca no meu escritório, minha secretária me avisa que é meu filho. Atendo e ele me conta o que está acontecendo em Nova Iorque e Washington. Falo para ele: Você está brincando, e ele diz, olha na televisão. Mesmo antes de olhar, senti um arrepio e como um relâmpago um pensamento passou pela minha cabeça, poderíamos estar presenciando o início de uma guerra de proporções inimagináveis. Um ataque terrorista ao coração dos Estados Unidos, como estava acontecendo, poderia levar o mundo ao caos, pois os americanos, com certeza, revidariam e o conflito poderá se tornar incontrolável.

Eu simplesmente não conseguia acreditar no que via na televisão, parecia um filme de terror. As notícias eram horríveis, davam a impressão de que os atentados continuariam e de que Nova Iorque seria destruída. Pego o telefone e tento ligar para a casa de minha irmã que já mora lá, para ter notícias da minha filha que está em Nova Iorque. Nada. Os telefones não funcionavam, tudo interrompido. Aí, eu pensei, agora é só esperar e rezar. O terror chegava à América e como chegava.

Neste momento é que se percebe como o terrorismo pode estar tão próximo da gente. Enquanto via na TV toda aquela tragédia, ia pensando nas pessoas que se encontravam naquelas torres do WTC, cada uma com 110 andares. Que desespero deve ter sido, em uma tranquila e rotineira manhã da terça-feira, os escritórios se abrindo, as pessoas chegando para o trabalho e, de repente, a face negra e medonha do terror surge em forma de aviões, rasgando as paredes de concreto e transformando os luxuosos, sofisticados e perfumados escritórios, literalmente, em um inferno. Como a vida pode ser tão cruel e o homem tão estúpido em certos momentos.

Os norte-americanos querem vingança e, disse o seu presidente, que esta é a primeira guerra do século XXI. Pode, realmente, ser a primeira, única e última, não do século XXI, mas de todos os séculos. Como outros brasileiros, estou chamando minha filha, que graças a Deus está bem, de volta para casa. A América já não é mais invulnerável como os americanos e mesmo nós, ingenuamente, acreditávamos. O terrorismo já não está mais tão longe, lá, do outro lado do mundo. Acabou de entrar em nossas vidas.

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Grandes novidades no ar, após quase um mês de ausência. Itabira vai cobrar da Vale a dívida histórica, por danos ao meio ambiente e pelos demais prejuízos que a atividade mineradora vem provocando à cidade em mais de 50 anos de mineração. Foram anos de lucros para o Brasil, principalmente, menos para Itabira. Lembram-se da frase que era dita com tanto orgulho? “Itabira, a cidade que mais divisas fornece ao país”? Pois é, forneceu tanto e vai ficar na pior. Tem mais é que entrar mesmo com a ação de cobrança do enorme passivo que a Vale tem que acertar com a gente, antes que seja tarde demais. Itabira até pode não ter a sua alma de volta, mas 50  anos de mineração têm preço: mais de um bilhão de reais.

Deus do céu, como é possível acontecer estas coisas? Um Ministro de Estado, ainda por cima dos transportes, que promove campanhas de redução de acidentes nas estradas, lá vai, todo lampeiro, em seu carro, dirigido pelo filho. De repente, atropela um pedestre, joga ele para cima e nem ao menos pára. Se manda, como um irresponsável e nem dá socorro à vítima que morre largada na estrada. Pode isto? Que exemplo para o povo, não é seu Odacir? E não tem esta desculpa que o filho era o motorista e não quis parar. Pura baboseira. E o homem era ministro. Que nível, hein?

Agora, uma beliscadinha na política doméstica. Campanhas na rua, começa a se definir o quadro da sucessão municipal em Itabira. A novidade é a televisão. A telinha é impiedosa e não perdoa. Tem gente perdendo voto só por causa da cara. Melhor que não aparecesse, ficasse só no rádio. E os apelidos. Pelo amor de Deus, alguns são ridículos e inexplicáveis. Enfim, quem sabe é o eleitor, pobre eleitor. Mas tem também os debates pela TV. No primeiro, ausente o candidato Luiz Menezes, Leopoldo e Jackson trocaram figurinhas. Foi bom, mas foi meio devagar, nos próximos, já com as posições dos candidatos mais definidas, o clima será mais quente, com certeza e Luiz Menezes vai comparecer, é claro.

Um abraço e até a próxima.