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E aqui estou eu novamente. Longa ausência, quase um ano que não escrevo a minha crônica. Por isto mesmo, esta deveria se chamar a crônica do ano. Bom, tudo por causa de um telefonema que dei para o Gabiroba e ele praticamente me intimou a fazer esta crônica. Logo agora, na véspera das eleições, quando na verdade eu só queria escrever depois das eleições. Mas, disse o Gabiroba que não aceitaria uma recusa. Então vamos lá, vamos ver no que dá.

Acho que não dá para fugir do assunto das eleições, até que eu queria falar de flores, por exemplo, mas pelo tom da conversa que tive com o amigo Gabiroba, o tema será eleição municipal. Eleição municipal é quente, toca a gente muito de perto, os ânimos ficam acirrados naturalmente, pois estamos em uma briga doméstica. Não pretendo, nem de longe, fazer exortações cívicas para vocês sobre a importância das eleições, sobre o nobre exercício democrático do voto. Isto está descartado, definitivamente e nem vocês precisam mais disto. Já é uma longa caminhada e muita poeira já foi levantada. Se olharmos para trás e gastarmos um pouquinho de tempo para pensar, saberemos o que fazer, e principalmente em quem votar.

Acho eu que um dos piores defeitos, entre tantos que carregamos, é ter a memória curta, principalmente em matéria política. Em quantos buracos já caímos simplesmente porque na hora da escolha esquecemos de olhar para trás, de fazer um simples esforço de memória. E na maioria das vezes, o retrospecto nem precisa ir tão longe, quase sempre as coisas estão perto, mas é preciso cultivar a memória, estar atento e alerta na hora da escolha.

Será que me faço entender? Não quero que vocês pensem que estou propondo enigmas ou charadas para resolver. Não, apenas estou lembrando que o voto não pode e nem deve ser um ato mecânico, ou melhor, eletrônico, mas tem de ter gosto e sabor, mesmo intelectual, tem de ser pensado, curtido. Lembrem-se, no exercício de memória, de indagar o que vocês sabem sobre o candidato, o que ele já fez, qual a sua experiência, que bagagem ele traz? Isto para não entrar naquela de memória curta. Gente, não dá mais para votar no escuro. Boas eleições para todos nós.