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Mundo, vasto mundo, já dizia Carlos Drummond de Andrade. E é mesmo um vasto mundo. Por lugares distantes e desconhecidos pode voar a imaginação, outros povos, outras paisagens, outras estórias. Cada povo com seu destino, suas crenças, sua sorte e suas desgraças. Mas, a humanidade é uma e única, não importa o país, simples questão territorial. Mas, uns são mais ricos, outros são pobres, outros miseráveis. Jamais seremos iguais, jamais.

Nós, latino americanos, temos a nossa visão do mundo. Os asiáticos têm também a sua visão, idem, idem, os africanos. O que, de fato, nos une e nos aproxima é esta visão que temos, é o mesmo sentir em relação ao resto do mundo. Isto é o que nos identifica, nos torna diferentes perante outros grupos. Somos chamados de Terceiro Mundo, estamos bem longe do Primeiro Mundo. Quem está no Segundo Mundo? Somos pobres e vemos, lá longe, os ricos do Primeiro Mundo. Não é esta a visão que os latino americanos têm do mundo? Não é assim com os senegaleses, com os etíopes?

E como será que os do Primeiro Mundo nos vêem? Com pena, interesse ou solidariedade? Ou, para eles, somos, apenas, consumidores dos produtos de suas fábricas? Com certeza, somos o mercado fácil, que não pode ficar pobre demais, porque, senão, não vamos conseguir comprar mais nada. O paradoxo da eterna desigualdade que mantém o equilíbrio do mundo. Os ricos e os pobres, a eterna e tão preservada dicotomia. Claro, pode haver mudanças, o pobre fica rico e vice versa, mas sempre o pobre e o rico, jamais, a igualdade.

Para falar a verdade, tudo isto me veio a propósito do que está acontecendo com a Argentina e o México. Estão quebrados, os dois. São do Terceiro Mundo. Quem vai socorrê-los? Representam um mercado de quase 100 milhões de pessoas, consumidores/compradores de produtos do Primeiro Mundo. Será que o Grupo dos Sete, não confundir com os nossos vereadores, por estou falando dos sete países mais ricos do mundo, não vai correr atrás? Emprestem dinheiro, autorizem ao Banco Mundial, ao BID, etc, etc, a soltar a grana, cobrem juros altos e mantenham o mercado aberto…

Gente, cuidado com o Brasil, muito cuidado com o Plano Real, do contrário, vamos pelo mesmo caminho, para o brejo…

Até a próxima e um abraço.