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Volto ao assunto, porque o tema exige e requer comentário. Pego um jornal para ler, um deles, daqui mesmo, não me lembro qual e lá está o Frederico Penido, Secretário de Desenvolvimento Econômico, como sempre dinâmico e atuante, dando notícias do projeto da usina de pelotização. Lendo a matéria, mais uma vez, ficamos sabendo que Itabira poderá ter sua usina de grande porte. As chances são ótimas, excelentes. Será que agora vai dar? Ou vamos perder mais esta? Se depender do Frederico, tenho certeza de que dá certo, mas, não depende só dele. Logo agora, com a ameaça da privatização da Vale, Itabira merece ter suas compensações. Mas, não vai ser mole não, tem muita gente correndo atrás.

E por falar em privatização, é certo que o pau vai quebrar. O Fernando Henrique já mostrou que não vai dar moleza não, taí a do petróleo que já passou em primeira votação e vai passar mesmo. Confesso a vocês que fiquei meio balançado com a manifestação do dia 2 no Centro Cultural. Sem dúvida que o nosso prefeito mostrou prestígio e trabalhou bem. Faturou alto. Só não gostei daqueles que tentaram se aproveitar do momento para confundir a opinião pública sobre os verdadeiros objetivos da privatização. Falaram muita besteira e tripudiaram sobre a política do FHC, que não teve chance de defesa, foi um réu sem defensor. Só podia ser condenado, claro.

Teve gente que chegou ao ridículo de falar que o Fernando Henrique estava comprometido com grupos internacionais, que estava entregando o país em uma bandeja para os gringos e outras baboseiras. Igual se falava em 1970, no tempo de um jornal chamado Semanário, coisas do passado, teses superadas e que hoje não resistem ao menor confronto com a realidade. Uma paranoia. Se alguém quiser mudar este país, realmente, tem que acabar com estes mitos, com esta xenofobia anacrônica e tocar para frente. A gente sabe que algumas cabeças estão com outras ideias a respeito da privatização da Vale. Não estão pensando nem um pouco em Itabira, estão pensando neles próprios, apenas.

Que coisa, eu ainda queria falar sobre as noites frias e densas de neblina, com suas imagens fluidas, por onde perambulam, fantasmagóricos e indecifráveis, os velhos itabiranos, que devem estar achando isto tudo muito instigante. Beleza, não?

Um abraço e até a próxima, se Deus quiser.