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Pois é, brincando, brincando, já vem aí mais um ano de eleições, em (19)96 tem mais. Agora, vai ser quente, eleições domésticas, para prefeito e vereador. Vai cheirar borracha queimada, porque eleição municipal não dá para ficar de fora, envolve todo mundo, quer queira, quer não queira. As brigas políticas vão até dentro de casa, entre pais e filhos, marido e mulher. Um verdadeiro pega, um sufoco. O importante é não perder de vista que, acabada a “política”, tudo volta a seu lugar, ou, pelo menos, quase tudo.

É claro que ainda é cedo para se avaliar o quadro político sucessório municipal, muita água ainda vai rolar até 96, por enquanto, nada é definitivo e ninguém pode dizer onde estará amanhã. Mas algumas posições já vão se firmando, espaços já vão sendo ocupados. Não sou cronista político, mas já que comecei, vamos em frente. Assim, qualquer tentativa de análise do panorama político tem de começar por uma avaliação do governo, da situação. No caso de Itabira, pelas notícias mais recentes, a administração do Prefeito Li vai muito bem mesmo. É o que mostrou a recente pesquisa da Vox Populi, que lhe rendeu um índice de aprovação popular de 86%, recorde no Brasil. Se conseguir manter este pique até 96, vai ser difícil ganhar do candidato que Li apoiar. Só que não pode ser qualquer candidato não. Tem que ser um bom candidato, senão corre o risco de perder. Vocês sabem que transferir prestígio e voto não é mole e todos viram o que aconteceu em 92.

Se o atual governo é do PDT e seus aliados, PTB, PSC, quem será quem na oposição? O PFL e seu grupo, com certeza vem com Luiz Menezes, o “Velho Guerreiro” que tem suas chances, sem dúvida. Já mostrou força na sua candidatura para deputado. Tem poder de fogo, com infraestrutura montada nas comunicações, suas emissoras de rádio, que já o elegeram uma vez. Sô Luiz já disse que é candidato em 96 e quer ir à forra, em tudo.

E o PT, como é que fica? Vem de Jackson outra vez? Quem chegou tão perto por três vezes não vai querer ficar de fora mesmo. Já o PMDB, no ostracismo desde o fim do governo José Maurício, pode ser o fiel da balança das próximas eleições, mesmo porque não tem cacife para concorrer com candidato próprio. Tem de coligar.

Falta o PSDB, que era uma promessa e perdeu o rumo com o Dr. Ademar rompido com o governo. Não é porque sou do partido não, mas acho que o PSDB vai ter que dar o seu recado. Só que o partido tem de se aprumar, chegar junto e não ficar a reboque de interesses particulares. Que me desculpe o amigo Zé Solano, seu atual Presidente, mas já é hora do PSDB assumir uma postura mais autêntica, mais de acordo com a posição que ocupa no cenário nacional. E já vem aí as eleições para o diretório municipal. Será que os tucanos perderam o bico também?

Um abraço, pessoal, e até a próxima.