cronica_semana_#_perfil_facebook_#36

Volto ao assunto, porque o tema exige e requer comentário. Pego um jornal para ler, um deles, daqui mesmo, não me lembro qual e lá está o Frederico Penido, Secretário de Desenvolvimento Econômico, como sempre dinâmico e atuante, dando notícias do projeto da usina de pelotização. Lendo a matéria, mais uma vez, ficamos sabendo que Itabira poderá ter sua usina de grande porte. As chances são ótimas, excelentes. Será que agora vai dar? Ou vamos perder mais esta? Se depender do Frederico, tenho certeza de que dá certo, mas, não depende só dele. Logo agora, com a ameaça da privatização da Vale, Itabira merece ter suas compensações. Mas, não vai ser mole não, tem muita gente correndo atrás.

E por falar em privatização, é certo que o pau vai quebrar. O Fernando Henrique já mostrou que não vai dar moleza não, taí a do petróleo que já passou em primeira votação e vai passar mesmo. Confesso a vocês que fiquei meio balançado com a manifestação do dia 2 no Centro Cultural. Sem dúvida que o nosso prefeito mostrou prestígio e trabalhou bem. Faturou alto. Só não gostei daqueles que tentaram se aproveitar do momento para confundir a opinião pública sobre os verdadeiros objetivos da privatização. Falaram muita besteira e tripudiaram sobre a política do FHC, que não teve chance de defesa, foi um réu sem defensor. Só podia ser condenado, claro.

Teve gente que chegou ao ridículo de falar que o Fernando Henrique estava comprometido com grupos internacionais, que estava entregando o país em uma bandeja para os gringos e outras baboseiras. Igual se falava em 1970, no tempo de um jornal chamado Semanário, coisas do passado, teses superadas e que hoje não resistem ao menor confronto com a realidade. Uma paranoia. Se alguém quiser mudar este país, realmente, tem que acabar com estes mitos, com esta xenofobia anacrônica e tocar para frente. A gente sabe que algumas cabeças estão com outras ideias a respeito da privatização da Vale. Não estão pensando nem um pouco em Itabira, estão pensando neles próprios, apenas.

Que coisa, eu ainda queria falar sobre as noites frias e densas de neblina, com suas imagens fluidas, por onde perambulam, fantasmagóricos e indecifráveis, os velhos itabiranos, que devem estar achando isto tudo muito instigante. Beleza, não?

Um abraço e até a próxima, se Deus quiser.

cronica_semana_#_perfil_facebook_#35

O turista desce na rodoviária de Itabira. Vocês poderiam dizer que turista não anda de ônibus, principalmente da Saritur, mas andam sim. Então, o turista chega na rodoviária, pega um táxi e vai logo dizendo para o taxista: primeiro quero ir na Expocenter, depois me leve na Intelecto’s Forest, a seguir no Love Peak e na volta, passe pela Nico Rosa Square, in downtown. Mas o turista quer ir também no Água Santa Park, à noite, só que tem um problema, disse logo o taxista, lá não tem luz. Tudo isto em inglês, é claro, pois nossos taxistas já falam a língua dos gringos, ou pelo menos, deviam falar, com estas placas que estão por aí. Claro que elas deram um certo ar internacional na cidade. Muito chique, mas e o resto? Já temos estrutura suficiente para assumir este ar de cidade de turismo? Por exemplo, aquele depósito de lixo fedorento logo onde os ônibus estacionam na rodoviária? E aquelas bancas de revista, os botecos de madeira logo do lado, na área pública da rodoviária? E a iluminação, ou melhor, a escuridão da rodoviária à noite? Tudo bem, as placas estão legais, mas pelo menos, é preciso cuida do elementar, para não perder o turista. Vale sempre o ditado, as aparências enganam…

E por falar em placas, das quais o outdoor é o primo rico, corre uma polêmica na cidade: a obra é do canal do Gabiroba ou da Gabiroba? Me disse a professora Graça Lima, que foi perguntada por alguém se não havia um erro no outdoor, não seria canal da Gabiroba? A questão é muito polêmica. Será que se trata de uma obra no canal do Gabiroba, do Marcos Gabiroba? Vamos por partes, o nosso amigo Gabiroba ainda não tem canal, não é dono de TV, quem tem canal é TV. Não poderia ser então uma obra no canal de um dente do Marcos Gabiroba? Também acho que não, não seria caso de outdoor. Chega de divagações, o outdoor está absolutamente certo. Fala de uma obra no canal do bairro Gabiroba, cujo nome vem do córrego Gabiroba e pronto, estamos conversados.

Tantos acontecimentos na cidade nestes últimos dias. Uma mensagem para o meu amigo José Sana e toda a turma da revista De Fato, de alegria pela chegada do seu número 100. Vá em frente, vale o esforço. A propósito: muito justa a entrevista / homenagem ao Jojó, patriarca do clã da Saritur, mas, ô Sana, a qualidade dos serviços prestados pela Saritur, para nós, de Itabira, está abaixo da crítica. A Saritur tem uma frota de ônibus velhos, completamente superada e quem sofre são os usuários, como sempre. Que tal a De Fato fazer uma reportagem sobre o assunto de tanto interesse para a coletividade itabirana e da região?

Até a próxima.

cronica_semana_#_perfil_facebook_#34

Meus amigos, tem mais ou menos uns 30 anos que eu ouço falar em Reforma Agrária no Brasil. O tema, é claro, é muito mais antigo, mas foi no governo de João Goulart, antes do golpe de 64, que ganhou as manchetes. Era, então, o tempo das famosas “Ligas Camponesas“, do Francisco Julião, que esquentavam o nordeste do Brasil. O mesmo que o Movimento dos Sem Terra de hoje.

João Goulart foi deposto, as Ligas sufocadas, porque diziam que era coisa de comunista e a Reforma Agrária foi largada de lado. As Ligas já lutavam pela terra, pela repartição dos grandes latifúndios do Nordeste, enfeixados nas mãos de poucos proprietários privilegiados. A maioria dos imensos latifúndios que continuavam improdutivos, como, aliás, continuam até hoje.

Governos se sucederam de lá para cá e tudo continua na mesma. Nada de Reforma Agrária, é só falação, tema de palanque nas eleições, mas fazer que é bom, nada. Ou melhor, o que se fez é nada em relação ao que se poderia e deveria ter sido feito. No Congresso, os latifundiários, bem assentados, firmes em suas cadeiras de deputados e senadores, só deixam passar o que lhes interessa. E aí, como fazer a Reforma Agrária? É o mesmo que perguntar: como fazer todas as reformas de que o Brasil precisa? Pouco adianta ter lei se não existe vontade política.

Aí está, portanto, o resultado da inércia, da negligência obtusa dos governos: as chacinas dos Sem Terra como a do Pará e outras que ainda virão. Uma coisa, entretanto, é certa, nada poderá deter o avanço do Movimento dos Sem Terra, a não ser a Reforma Agrária. Até porque nem é justo o cidadão, milionário, adquira uma fazenda do tamanho de um país da Europa e a mantenha improdutiva, quando a imensa maioria  dos pobres brasileiros só têm sete palmos de terra no fim da vida. Mas não se iludam, meus senhores e senhoras, o clamor dos despossuídos está cada vez mais próximo, cada vez mais forte…

cronica_semana_#_perfil_facebook_#33

Pois é, brincando, brincando, já vem aí mais um ano de eleições, em (19)96 tem mais. Agora, vai ser quente, eleições domésticas, para prefeito e vereador. Vai cheirar borracha queimada, porque eleição municipal não dá para ficar de fora, envolve todo mundo, quer queira, quer não queira. As brigas políticas vão até dentro de casa, entre pais e filhos, marido e mulher. Um verdadeiro pega, um sufoco. O importante é não perder de vista que, acabada a “política”, tudo volta a seu lugar, ou, pelo menos, quase tudo.

É claro que ainda é cedo para se avaliar o quadro político sucessório municipal, muita água ainda vai rolar até 96, por enquanto, nada é definitivo e ninguém pode dizer onde estará amanhã. Mas algumas posições já vão se firmando, espaços já vão sendo ocupados. Não sou cronista político, mas já que comecei, vamos em frente. Assim, qualquer tentativa de análise do panorama político tem de começar por uma avaliação do governo, da situação. No caso de Itabira, pelas notícias mais recentes, a administração do Prefeito Li vai muito bem mesmo. É o que mostrou a recente pesquisa da Vox Populi, que lhe rendeu um índice de aprovação popular de 86%, recorde no Brasil. Se conseguir manter este pique até 96, vai ser difícil ganhar do candidato que Li apoiar. Só que não pode ser qualquer candidato não. Tem que ser um bom candidato, senão corre o risco de perder. Vocês sabem que transferir prestígio e voto não é mole e todos viram o que aconteceu em 92.

Se o atual governo é do PDT e seus aliados, PTB, PSC, quem será quem na oposição? O PFL e seu grupo, com certeza vem com Luiz Menezes, o “Velho Guerreiro” que tem suas chances, sem dúvida. Já mostrou força na sua candidatura para deputado. Tem poder de fogo, com infraestrutura montada nas comunicações, suas emissoras de rádio, que já o elegeram uma vez. Sô Luiz já disse que é candidato em 96 e quer ir à forra, em tudo.

E o PT, como é que fica? Vem de Jackson outra vez? Quem chegou tão perto por três vezes não vai querer ficar de fora mesmo. Já o PMDB, no ostracismo desde o fim do governo José Maurício, pode ser o fiel da balança das próximas eleições, mesmo porque não tem cacife para concorrer com candidato próprio. Tem de coligar.

Falta o PSDB, que era uma promessa e perdeu o rumo com o Dr. Ademar rompido com o governo. Não é porque sou do partido não, mas acho que o PSDB vai ter que dar o seu recado. Só que o partido tem de se aprumar, chegar junto e não ficar a reboque de interesses particulares. Que me desculpe o amigo Zé Solano, seu atual Presidente, mas já é hora do PSDB assumir uma postura mais autêntica, mais de acordo com a posição que ocupa no cenário nacional. E já vem aí as eleições para o diretório municipal. Será que os tucanos perderam o bico também?

Um abraço, pessoal, e até a próxima.

cronica_semana_#_perfil_facebook_#32Lendo a revista De Fato que dá notícia da eleição do novo presidente da Funcesi e da inauguração dos prédios das faculdades, lá em cima no Córrego Seco, a gente até fica entusiasmado. Dá até para sentir que talvez nem tudo esteja perdido em Itabira. A Funcesi está com os prédios prontos, salas de aula todas equipadas com micros, etc, tudo no jeito para receber os alunos e a administração em 1998. É uma nova e promissora etapa para os cursos superiores na cidade. Mas ainda tem um porém. Falta a Funcesi receber a doação do terreno onde construiu seus prédios. O negócio parece que está meio agarrado. Eu já disse e repito, se a doação não sair a tempo para tudo funcionar legal em 1998, acho que os prédios têm de ser ocupados (invadidos?), de um jeito ou de outro.

Na mesma revista, leio D. Mário, novo presidente da Funcesi, que fala de sua esperança de unir as forças em Itabira, neste momento decisivo e crucial da vida de nossa cidade. De tentar aglutinar e direcionar esforços no sentido de consolidar o ensino superior, de fortalecer o que já foi conquistado com tanto sacrifício e luta e que corre o risco de se perder se as manobras divisionistas tiverem êxito. Diz mais o nosso bispo emérito, diz que se não tiver sucesso, vai-se embora para não ver a derrocada final, quando não restará da cidade sequer o retrato na parede. Pelo sim, pelo não, mandem tirar logo uma foto bem caprichada dos novos prédios…

Só que aqui essa coisa de união não existe. Basta dar uma olhadinha no que vai acontecendo no cenário político, para se ter uma ideia do que via ser o “consenso” para a escolha dos candidatos a deputado. Já falei disto em outra oportunidade e nem sei porque estou falando outra vez. Vejam o que diz o Luiz Menezes no Diário de Itabira, com sua larga experiência política: Não acredito em consenso para eleger deputado em Itabira. Ele é que sabe, já é candidato e acha que vai ganhar. Então? Consenso para quê? Tem razão Luiz Menezes, melhor é cada um para si. Sabem o que penso? Chega de falar em união para eleger deputado. Não dá mesmo, é perda de tempo. É melhor que os partidos tenham vergonha na cara e não lancem candidatos que não têm a menor chance. Apresentem candidatos que realmente tenham chance, que, como já disse antes, são uns dois ou três, no máximo. E não se fala mais nisto…

Um abraço e até a próxima.