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Vi uma entrevista na nossa TV Cultura e as perguntas aos entrevistados eram sobre as invenções mais importantes neste século ou milênio, sei lá, que já vai acabando. E tinha mais, qual a pior invenção, a mais inútil. Diria eu, a mais imprestável e maléfica, sem dúvida, foi a bomba atômica, que depois virou bomba de hidrogênio, mais destruidora. Basta lembrar Hiroshima e Nagasaki.

E aí, pegando uma carona no tema da TV, pus-me a divagar sobre os extremos contrastes deste século. Vejam vocês, o mesmo século que produziu um Mahatma Gandhi, gerou um Adolf Hitler, de uma Madre Tereza de Calcutá e de um Al Capone, produziu um Albert Einstein, um John Kennedy e duas guerras mundiais, fora as guerras da Coréia e do Vietnã e outras localizadas que continuam a assolar o planeta. Produziu revoluções, estados e nações nasceram e desapareceram. Enfim, foi um século ao mesmo tempo fértil na criação e impiedoso na destruição. Também foi nele que o homem chegou à lua, abrindo caminho na rota das estrelas, na procura de vida no espaço sideral, tornando realidade os sonhos de Júlio Verne e Leonardo da Vinci. O avanço da tecnologia, principalmente nas últimas décadas, nos faz prever mudanças rápidas e violentas nestes próximos anos. Quem viver verá, como diz o barbudo do Caribe.

Bom, tudo isto é muito bonito e animador (será?), mas estamos sob uma ameaça inédita, que poderá se consumar no próximo dia 31, na virada do milênio. Não é nenhuma peste, nem mesmo o risco apocalítico de que não passará de 2000. Vem chegando, sem chance de retorno, o tal “bug” do milênio. Quem é a figura? Tem rabo e chifre? Algum E.T.? Já vi sua imagem igual a de um polvo. Feroz, olhar fulminativo, mortífero. Será, então, que a profecia apocalíptica estará próxima de acontecer e ele, o “bug”, não seria o seu executor? Pois está provado que ele tem o poder de acionar e endoidar computadores, que, descontraídos, podem mergulhar o mundo em uma guerra atômica última e final.

Um abraço e até a próxima, isto é, até o próximo milênio.