cronica_semana_#26_perfil_facebookCachorro no banco da praça. Da minha janela vejo a praça, paisagem ainda nova e que cada vez mais gosto de olhar. Muito verde, ecologicamente verde, mas já precisando de um trato, a praça tem seus frequentadores habituais, além dos estudantes, é lógico. Um cachorro, legítimo vira-lata, puro sangue, faz dela seu ponto, onde passa a manhã inteira.

Até aí nada demais, mesmo porque cachorro na praça é coisa banal e corriqueira. Banal também é a gente ver cachorro dormindo na praça. E acontece que a praça tem seus bancos e pelo que sempre foi de meu conhecimento, não por ouvir dizer, mas por ciência própria, cachorro sempre dorme debaixo do banco da praça, nunca em cima. Mas este cachorro não, lá está ele, deitado no assento do banco, todo estiradão, a barriga subindo e descendo em um movimento de sono profundo.

Pensei comigo, que cachorro danado de folgado, sô. Nem toma conhecimento de que está ocupando o banco da praça, não tá nem aí se alguém estiver querendo se sentar. Sinal dos tempos. É a subversão, os cachorros já não querem mais dormir no chão, debaixo do banco. Não, querem agora tomar nosso lugar e dormir em cima do banco, que antes era o lugar onde só os mendigos e os perdidos na noite podiam dormir. E lá está ele indiferente, senhor da situação. Aí, intrigado, fico me perguntando: como é que o danado descobriu que dormir em cima do banco é mais confortável? Sem dúvida que se pode dizer que é um cachorro que subiu na vida. Cachorro esperto…

Terremoto à brasileira. Não é dizer que não temos terremotos, até que temos, mas não passam de simples tremores de terra, nunca derrubaram nada, nem um mísero barracão. Mas o que a natureza nos tem poupado, a arte do Sérgio Naya não perdoa, fazendo ruir prédios inteiros, provocando mortes e deixando milhares de pessoas sem suas casas. E o crápula ainda é deputado e garanto a vocês que vai sair desta limpo, limpo. Aí é que está a diferença: com toda a desgraça, ainda será mais fácil suportar os danos de um terremoto de verdade, do que ver a ruína e a tragédia de tantos, causadas pela irresponsabilidade de um Sérgio Naya, permanecer impune…

Um abraço e até a próxima