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Temos acompanhado, eu e muita gente mais, com muito interesse e de orelha em pé, a tramitação no Congresso Nacional das mudanças que estão sendo propostas nas aposentadorias. As alterações anunciadas até que se justificam, porque do jeito que as coisas vêm caminhando, o fim da Previdência está próximo, iria estourar, com toda a certeza.

Mas tem uma coisa que não podemos esquecer, agora, o rombo que o INSS vem sofrendo com as falcatruas e furtos praticados anos a fio por pessoas que deveriam ser as primeiras a cuidar da integridade da Previdência. Que ninguém se esqueça dos ladinos aproveitadores que se enriqueceram à nossa custa e que, com raras exceções, estão aí, gozando o bem bom do dinheiro roubado dos trabalhadores. Muitos fugiram para a Europa, imaginem… É uma pouca vergonha, como diria o Boris Casoy.

Mas, não é só aí que teve pouca vergonha e gatunagem, não, tem mais, escancarada e acontecendo no Congresso Nacional, onde os nosso amados deputados e senadores se agarram de unhas e dentes na sua gorda e vergonhosa aposentadoria privilegiada. Imaginem só, cumprem dois mandatos e em oito anos estão aposentados. E quem paga a conta? Mais uma vez, o povo. Eles estão prontos para votar as mudanças que podem nos ferrar, mas na deles ninguém toca. São, com raras exceções, uns mentecaptos e desonestos. Deus que me perdoe, mas em certos momentos dá vontade de ver este Congresso fechado e aquela corja trabalhando para viver. Eles que deviam dar o exemplo, pelo contrário, são os mais ferozes defensores dos sórdidos privilégios.

Me lembro bem, na biblioteca de meu pai havia, entre outros, dois livros, cujos títulos sempre me deixaram curioso e me arrependo de não tê-los lido, um era “Brasil, o País do Futuro” e o outro  “O País do Carnaval”. Vejam bem como são significativos e se casam os títulos, embora, à primeira vista, pareçam uma contradição. Acontece que ainda continuamos a ser, não sei até quando, o país do futuro, mas somos muito mais chegados ao país do eterno carnaval. Estão aí os deputados e senadores que não me deixam mentir…

Um abraço e até a próxima.