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Nem mesmo sei porque fui me lembrar, hoje, desta estória. Mas, pensando bem, acho que sei porque. Pelo absurdo contraste, pelo paradoxo que é este nosso país. Paradoxo é muito pouco. É injustiça mesmo, da pior espécie. Pois bem, a estória é a seguinte e quem me contou é dono de uma empresa de construção civil e o fato é verdadeiro. Vamos lá: me disse o amigo empreiteiro que, em determinada obra que estava fazendo, aqui, em Itabira, na hora do almoço, os operários normalmente se reuniam em algum lugar da obra. Cada um com sua marmita, sentado em seu canto, almoçava. O encarregado da turma ficava por ali, almoçando também, levando um papo com o pessoal. Mas havia um deles que sempre ficava mais retirado do grupo, com sua marmita na mão, parecia que estava almoçando. Todo dia era a mesma coisa. Lá estava ele, quieto no seu canto, com sua marmita na mão. Um dia, o encarregado resolveu chegar mais perto para conferir e aí viu que a marmita estava vazia, sempre estava vazia. O infeliz apenas fingia que estava almoçando, quando não tinha nem comida para trazer…

Mas o que importa isto, neste Brasil dos PC Farias, dos quase esquecidos anões do orçamento (acho até que já se esqueceram deles), da máfia dos precatórios (a mais recente modalidade, por enquanto), onde quem vai para a cadeia é só pobre e miserável, onde a lentidão e a impotência da justiça consagraram a impunidade. Que importa isto?? O que importa é o mundo ficar sabendo, para a nossa vergonha, à moda das antigas republiquetas latino americanas (isto ainda não acabou??), que Collor constrói uma casa de cinco milhões de dólares na Flórida, com o dinheiro que sangrou de nosso povo miserável.

E os bobos pensando que apesar disto tudo e muito mais, o Rio teria alguma chance de ser escolhido como sede dos jogos olímpicos de 2004. Só muita babaquice mesmo para acreditar nesta baboseira. Cáspite!!! Indiferente a tudo, Capinópolis continua registrando as mais altas temperaturas de nosso estado. Grande Capinópolis. Quase ia me esquecendo, o cordão dos puxa sacos cada vez aumenta mais. Na imprensa então, hein?? Quem diria…

Um abraço e até a próxima