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Carnaval, Itamar e mototáxi. É isto mesmo. Vai a crônica por este caminho tortuoso, cheia de manha e malícia. Vamos abrir com o carnaval, que é do que o brasileiro mais gosta, depois do futebol, ou será antes? E só tem que gostar mesmo, primeiro porque só acontece uma vez por ano, segundo porque os seus ingredientes são os melhores: bebida, mulher e samba e finalmente porque talvez seja para o povo o único momento de alegria durante o ano. Talvez coisa nenhuma, com certeza é, bem ou mal, a única e derradeira alegria do povo e mesmo assim está acabando. Ninguém duvida de que o carnaval está morrendo a cada ano. E quando morrer de vez, cala-te boca, o que será do povo brasileiro, que não terá mais seu momento de desabafo? Aí, gente, o bicho vai pegar, porque não haverá mais a loucura consentida e coletiva, nunca mais o manto diáfano da fantasia e da ilusão dos quatro dias. Talvez a solução fosse a volta do nostálgico lança-perfume…

Itamar, tópico número dois. Agora, a pedra no caminho de Fernando Henrique, um esvoaçante topete ousado e teimoso, perturbando a fictícia paz do planalto central. O esperto e tinhoso que se faz passar, matreiramente, pelo bobo da corte. Será?? Itamar vai traçando seu caminho para muito além das fronteiras de Minas Gerais, não duvidem, em breve estará com um pé no Palácio da Alvorada, para ficar. Esperem e verão.

Finalmente, a última das sete pragas jogadas em Itabira. Tomara que seja mesmo a última, o tal de mototáxi. Olhem, eu não tenho nada contra os motoqueiros que têm o sagrado e constitucional direito de ganhar a vida conduzindo passageiros, mas o que eu tenho visto é pura loucura. Os mototaxistas estão rodando como se não houvesse lei de trânsito para eles. Até parece que não tem. Uma verdadeira loucura, andam na contramão, ultrapassam pela direita, avançam sinal vermelho, tudo isto eu estou falando porque eu já vi. E o pior, andam de pé baixo, um perigo para todos nós. Se continuar assim, vamos ter acidentes sérios e não demora. Então, meu amigo, se você tiver de pegar um mototáxi, vai um conselho, de graça, pense umas dez vezes antes.

Um abraço e até a próxima.