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Como é tempo de Natal, andei pensando em escrever a crônica sobre um tema natalino. Várias ideias me ocorreram, falar de paz, amor, daquelas mesmas coisas de sempre, que se repetem todo ano no Natal. Presentes, alegria, reis magos, estrela de Belém e por aí. Mas, pensando bem, nem é preciso falar ou escrever sobre estas coisas, elas já estão no ar, inseridas no contexto natalino. E daí? Continuei a pensar no que dizer sobre o Natal e foi aí que surgiu a ideia de imaginar o que certas pessoas adorariam ganhar de presente, ganhar de Papai Noel, não é assim que se diz?

Vamos lá para ver no que vai dar. Por exemplo, o que o Fernando Henrique pediria a Papai Noel? Fácil de imaginar, sua reeleição para outro mandato, claro. E Lula? Sem nenhuma dúvida, gostaria de ver em seu sapatinho, bem embrulhadinho em papel celofane, a faixa presidencial e uma miniatura do Palácio do Planalto. E o Fernando Collor? Uma sentença de absolvição do STF e o sonho de voltar a ser candidato a presidente. No sapatinho, debaixo da árvore de natal, uma miniatura da Casa da Dinda, com a cascata e o jardim tropical. E nós, brasileiros de todos os cantos deste país, queremos ganhar o penta na França e também pedir ao bom velhinho (gostaram?) que nos dê um técnico para a seleção mais simpático do que o Zagallo. Pelo amor de Deus, já não chegava a feiura do Parreira?

E para nós em Itabira? O que vamos pedir a Papai Noel? Nem preciso dizer. Queremos desprivatizar a Vale, queremos voltar a viver o sonho, quase irresponsável, de que aqui seria a terra da promissão, um paraíso intocável, cercado por suas montanhas de ferro. Mas o bom velhinho tem recebido outros pedidos muito interessantes daqui, de Itabira, de gente boa a importante. Infelizmente não estou autorizado a revelá-los. Apenas posso dizer que Papai Noel já recolheu umas trinta cartinhas assim: “Querido Papai Noel, quero ganhar de presente minha eleição para deputado em 1998!” Só que Papai Noel me confidenciou que só vai poder atender a dois e que o resto está é atrapalhando e muito. Feliz Natal, gente…

Um abraço e até a próxima.